quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dia 18, especial

Dia 18/11: exatos um ano da chegada do João em nossas vidas.

Faz só um ano que, às 10:30 da manhã nasceu um bebê (que a ciência já tinha como morto - mas nasceu!), roxinho pela dificuldade de respirar...nasceu e foi acolhido mesmo sendo tá diferente dos outros bebês.
Sua mãe só fazia chorar e desejava vê-lo, perguntando 'como ele tá?' Seu pai, também emocionado foi seguindo os médicos para onde quer que o levassem naquele hospital repetindo 'não deixa ele morrer assim'.
Nasceu de parto normal, nem deu muita dor pra sua mãezinha. E nem pro anestesista, que quando chegou já não tinha mais o que fazer por nós.

Faz só um ano, que passei a madrugada sentindo contrações e esperando.
Um ano que muitas pessoas foram chegando à sala de espera da maternidade. Um ano que muitos pararam o que se estava fazendo para rezar... porque o round principal da luta se iniciava.

Hoje, sinto um misto de coisas.
Parece que um ano é tão pouco tempo. Parece que um ano foi muito tempo.
Acho que neste último ano aconteceram tantas coisas, vivemos essas coisas de forma tão intensa, que parece muito e pouco; tudo ao mesmo tempo.

Ele nem chegou a completar seu um aninho ( mesmo que a vó e a mãe fizessem planos de festas na cti). Falando assim, parece tão pouco.
Ele consegui viver 10 meses. Falando assim, parece muito.

E só o tempo, tranquilizará a saudade.

6 comentários:

Débie Mottin Molinari disse...

Geise, me lembro bem de quando entraram na NEO, me lembro dos choros, e como disse quele dia que conversamos, vendo vcs, via o Rafa e eu lutando pela nossa Cecília...

Tem coisas q nao tem explicação...

Vcs são fonte de inspiração para nós...

Beijao

Anônimo disse...

Geise, eu vivi tudo isso que você está descrevendo, pois meu pequeno Daniel também tinha Patau e ficou 4dias pertinho de mim. Realmente parece muito tempo pra situação, mas ao mesmo tempo foi tão rápido...é estranho! Beijos e Parabéns a nós que tivemos a força de enfrentar a luta que é viver!! Bjo! Simone.

Anônimo disse...

È, eu tinha planejado fazer camisetas com a estampa da foto da minha estrela cadente ruiva e brilhante, queria que todos os que o amassem vestissem a camiseta. Mas.... tudo aconteceu diferente. Foi o que tinha que ter sido. Saudade, saudade, que me mata um pouco a cada dia.
vó vera

Anônimo disse...

Hoje estou escrevendo aqui, neste comentário, mas são exatamente dois meses de sua partida. Meu coração ainda sangra. Ainda não consegui escrever mais nenhum acróstico para o João, mas o último foi na semana em que partiu.
Já foi chegada a
hOra da despedida.
Anjo, perto de Deus.
de Onde estiveres, me cuida.

Beleza sem fim no
rostinho jA sem alma.
Ternura sem fim no
rostInho
Sem vida.
Tranquilidade no rostinho sem Alma.

Já não estás aqui
lOgo nos encontraremos.
Amor da minha vida
vOvó Vera Te ama.

Cris Fagá disse...

Geisa, nao conhecia seu blog. Hoje ganhei este presente de Deus e vim conhecer sua historia. Joao ensinou tantas coisas. Ensinou a luta, a vontade de viver, a garra, a força, a persistencia, a humildade e principalmente o amor. Ensinou e continua a ensinar. E hoje, sou mais uma das suas discipulas. Obrigada a meu professor Joao.

venildes disse...

querida ver sua historia pensei será a minha , pois foi igual minha filha só ficou comigo 7 meses nasceu 03/04 faleceu 27/10/2010 hj sei temos muito em comum samos mãe lutamos e sofremos meu blog é Alice síndrome patau
saudadesemfim-venildes.blogspot.com